Sujeito Indeterminado: é aquele que, embora existindo, não se pode determinar nem pelo contexto,
nem pela terminação do verbo. Na língua portuguesa, há três maneiras diferentes
de indeterminar o sujeito de uma oração:
a) Com verbo na 3ª pessoa do plural:
O verbo é colocado na terceira
pessoa do plural, sem que se refira a nenhum termo identificado anteriormente
(nem em outra oração):
Por exemplo:
1-Procuraram você por todos os lugares.
2-Estão pedindo seu documento na entrada da festa.
b) Com verbo ativo na 3ª
pessoa do singular, seguido do pronome se:
O verbo vem acompanhado do pronome se, que atua como índice
de indeterminação do sujeito. Essa construção ocorre com verbos que não apresentam
complemento direto (verbos intransitivos, transitivos indiretos e de ligação).
O verbo obrigatoriamente fica na terceira pessoa do singular.
Exemplos:
1-Vive-se melhor no campo. (Verbo Intransitivo)
2-Precisa-se de técnicos em informática. (Verbo Transitivo Indireto)
2-Precisa-se de técnicos em informática. (Verbo Transitivo Indireto)
A oração sem sujeito, ou sujeito inexistente, como preferem alguns autores, ocorre quando, simplesmente, não existe elemento ou pessoa gramatical ao qual o predicado se refere.
“Choveu a noite inteira”.
- Verbos ou locuções que indicam fenômenos da natureza, como chover, nevar, trovejar:
“Trovejou sem parar na Baixada Fluminense”.
“No inverno passado, nevouna Flórida”.
“Havia chovido bastante durante a manhã”.
- O verbo haver no sentido de existir, acontecer:
“Na reunião de pais só havia mães”. (Fernando Sabino).
“Houvepoucas desistências para o curso de verão”.
- Verbos indicando tempo decorrido, como haver, fazer, ir:
“Hámuitos anos nos conhecemos. Desde criança”.
“Faz dois meses que não vou à aula”.
“Vai para dez anos que me aposentei”.
- Verbos ou locuções indicando tempo e distância, como ser, passar:
“Era um dia abafado e aborrecido”. (Aluísio Azevedo).
“Já passa das quatro horas”.
“Tinham sido horas de longa espera por atendimento médico”.
Observe que, em todos os exemplos, os verbos destacados não possuem sujeito, são impessoais, já que não há elemento gramatical ao qual o predicado se refere. Se esse elemento gramatical passar a existir, logicamente a oração passa a ter sujeito. Veja:
“De manhã escureçoDe dia tardoDe tarde anoiteçoDe noite ardo.” (Vinícius de Moraes)
Os verbos em destaque estão empregados em sentido figurado. Como quem “escurece, tarda, anoitece” é a pessoa do poeta (eu=pessoa gramatical), o sujeito simples está presente na oração.
Portanto, apenas memorizar os verbos que são impessoais não é garantia de classificar corretamente uma oração. É preciso atentar para a função e o sentido que o termo exerce dentro daquele determinado contexto.
VAMOS FAZER ALGUMAS ATIVIDADES PARA TIRAR DÚVIDA;
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